A cerâmica marajoara é considerada umas das mais bonitas das Américas, tendo o seu maior acervo no museu Emílio Goeldi em Belém do Pará, também encontrada no Museu Nacional do Rio de Janeiro, no Museu Arqueológico da USP em São Paulo, no Museu Universitário Prof. Oswaldo Rodrigues Cabral em Santa Catarina, Museu Americano de História Natural em Nova York e no Museu Barbier-Mueller em Genebra. Suas réplicas são comercializadas principalmente em Belém (Icoaraci) e no Marajó.
O italiano Giovanni Gallo é um dos maiores responsáveis pela memória e resgate da civilização indígena da Ilha de Marajó, ele fundou o Museu do Marajó, localizado no município de Cachoeira do Arari, que ganhou o prêmio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
A civilização indígena que habitavam no marajó no período do século V a XIV, segundo constam historiadores, apresentavam classes sociais, tinham agricultura desenvolvida, aldeias populosas e proezas de engenharia, mas foi na cerâmica que deixou o seu registro, elas começaram a ser encontradas no inicio do século XIX. Ainda não se sabem o real motivo do desaparecimento da civilização.
O artesanato marajoara também se encontra presente em artigos de couro de búfalo, esculturas em madeiras, resíduos de coqueiros e caroços de plantas regionais.